21 de setembro de 2012

Tristeza


 
Hoje não sou capaz de falar sobre nenhum outro assunto senão sobre a morte do SENSACIONAL Roberto Silva.
Eu tô triste. Eu tô arrasada, Tô depressiva pois a cada sambista esplêndido que morre surge uns pares de “Restart” por aí.
Roberto Silva começou a cantar no rádio na década de 30 e ficou conhecido como “príncipe do samba”. Foram quase 75 anos dedicados à música e sempre se destacou pela voz grave e pelo estilo, inspirado inicialmente em Orlando Silva.
No vídeo que vou postar vocês verão a “chiqueza” que era esse senhorzinho... De chorar...  de alegria por conhecer seus sambas e de orgulho de saber que tivemos um cantor tão sensacional.


O pessoal do Casuarina, um grupo de samba carioca, homenageou e reconheceu a importância dos grandes sambistas da velha guarda:



Ele morreu aos 92 anos.
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1 de setembro de 2012

Fé Comprada


Domingo passado, ao mudar o canal da televisão, me deparei com uma pregação do todo poderoso Edir Macedo.

Peguei o bonde andando mas o tema do sermão era “dízimo e oferta”.

De acordo com o dono da Record, existe uma diferença grande entre as duas coisas: dízimo é aquela contribuição de 10% sobre QUALQUER ganho financeiro que você tenha, e oferta é aquela contribuição espontânea ALÉM do dízimo que você já pagou.

Então meu amigo, não importa se você ganhou 1.000,00 de salário, no jogo do bicho, vendendo Avon ou matando alguém, o que realmente importa é destinar 10% desse ganho ao Edir Mace.., digo, a Deus.

E também não importa se você é criança, pois se sua mesada for de 200,00, lá se vão vintão para God!

À exemplo de diversos casos da tributação brasileira, é o dízimo em cascata.

Você paga 10% sobre seu salário e seu filho paga 10% sobre uma mesada que você deu à ele após pagar sua contribuição ao Reino de Deus.

E à todo momento, nós, ouvintes, éramos lembrados que não era ele quem ficaria chateado com a falta de contribuição, mas sim quem??? Quem?? Deus, claro.

E tem mais: se você receber seu salário e fizer qualquer coisa com ele antes de pagar o dízimo, Deus não aceita porque passa a ser oferta. Cara intransigente, não? Não o Edir... Deus.

E após uma ladainha incansável tentando ganhar a grana da galera fazendo-a se sentir culpada, veio a cereja do bolo:

“Quem aqui, meus irmãos, contribui com o dízimo?”. E naquele templo lotado, 100% dos fiéis levantaram as mãos.

E é claro que o fariam mesmo que fosse mentira uma vez que a intenção da pergunta era fazer com que aquele que não paga dízimo se exponha perante os demais e seja vítima do julgamento não do Edir e nem de Deus, mas daquele camarada sentado do seu lado. Golpe de mestre!

Perguntas não param de se formam em minha cabeça:

Como alguém pode se deixar convencer por aquele senhor?

Como alguém pode REALMENTE acreditar que para Deus te amar você tem que pagar?

Que vazio é esse que as pessoas tentam preencher através de uma crença sem pé nem cabeça que são as religiões?

A maioria esmagadora da humanidade segue uma religião ou crê em algum ser que dê sentido à sua existência, ou que explique o sentido da vida. E, a meu ver, todas essas crenças e seres são inverossímeis.

Não é que eu sou rebelde. Eu simplesmente não consigo acreditar.

Para mim, não há diferença nenhuma entre aquele cara que mata uma pessoa e oferece parte do corpo em um altar com aquele que deixa de comprar remédio antes de dar 10% do salário para uma igreja. Os dois crêem.

A grande diferença é que a crença do primeiro tem poucos adeptos, enquanto que a do segundo é compartilhada por milhões de pessoas o que dá um ar mais aceitável às suas ações.

O cara que mata é um louco, um insano, diria você.

Então isso quer dizer que uma crença deixa de ser loucura quando se socializa? Uma crença com poucos seguidores é um delírio, que deixa de ser delírio quando a maioria da população a segue, tornando-a coletiva.

Assim, o delírio coletivo transforma-se em religião. Pessoas religiosas ficam bravas comigo e tem dificuldade de entender como posso discordar de sua crença, mas se esquecem que elas próprias são atéias quando confrontadas com a crença dos outros.

Para cada crente, a religião alheia não passa de um amontoado de bobagens e superstições e aquele que não possui uma crença desperta a ira dos religiosos por ser uma criatura pensante, que os obriga a questionar suas próprias convicções.

E aquele amigo que deu o dízimo, se for parar realmente para pensar, vai ver que está sendo um otário.
Só que é mais fácil voltar a raiva que deve sentir de si mesmo por ser um otário para aquele que não crê do que para aquele que pode bater o portão do céu na sua cara.

E a raiva se transforma em um sentimento de superioridade uma vez que sou eu a desprezível, a digna de pena, a materialista desprovida de princípios morais. Só que eu não ligo. E não ligo pois os religiosos não são pessoas iluminadas e superiores somente pelo fato de crer. A vida me ensinou a julgar as pessoas pelas suas ações e não por suas crenças.

E por raciocinar logicamente é que fiquei tão indignada com a pregação que vi na TV e sou com as crenças religiosas.

As religiões que tomam dinheiro das pessoas somente são toleradas porque fazem isso em nome de Deus. E quantas atrocidades já não foram cometidas e nome de Deus?

Fui criada para respeitar a crença de todos, e realmente respeito e acho que se uma religião ajuda uma pessoa a ser melhor e a enfrentar suas contradições existenciais, isso é ótimo, desde que não a torne intolerante com as opiniões alheias.

Amém?
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22 de abril de 2012

Apego




Eu já falei algumas vezes sobre apego aqui no blog. E toda vez que falamos de apego, o associamos às coisas materiais. Só que dessa vez meu pensamento foi diferente.
Durante minhas aulas de yoga, sempre que uma postura exige uma concentração maior, eu tenho que abdicar do que está acontecendo fora daquele momento, me desapegar das preocupações, dos pensamentos e das aflições para que eu consiga me entregar ao movimento.
Isso me fez pensar que o apego, diferentemente do que normalmente pensamos, também ocorre com opiniões, crenças e pensamentos. E vocês, já pensaram o quanto que esse tipo de apego muitas vezes nos afasta de mudanças importantes e positivas que podem ocorrer em nossas vidas?
As mudanças são como uma postura difícil no yoga: se a gente não se desapegar não consegue se entregar.
Não conseguimos colocar nossa energia no novo por estarmos pensando sempre no velho.
O conhecido e o confortável nos mantém ligados às nossas crenças. O novo e o desconhecido traz medo, insegurança e nos joga novamente àquilo que já conhecemos e cremos.
Se pararmos um pouco pra pensar podemos ver que nossos valores e crenças podem estar desatualizados com a vida que levamos, vida esta que está sempre nos empurrando para o novo, para uma nova verdade, para novas possibilidades. E uma coleção de apegos é o que menos a vida que quer te oferecer o novo precisa!!
Minhas aulas de yoga me mostraram que tenho que me tornar cada vez mais atenta à mim mesma, ao que eu penso, ao que eu quero e ao que estou efetivamente apegada.
Será que o medo e o sofrimento pela perda de uma algo em que eu acredito tem toda essa importância? Eu acredito MESMO nisso?
Essa crença ou opinião que tenho em algo condiz com o meu momento agora?
Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter velhas opiniões formadas sobre tudo, e você?
PS: Raulzito: I LOVE!!!
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3 de março de 2012

Adoro o que faz pensar!!!




Acabo de assistir ao filme “Você não conhece Jack”.
O thriller conta a história do Dr. Jack Kevorkian, mundialmente conhecido como Dr. Morte por defender o direito do ser humano a optar pela morte em casos de doenças terminais.
Figura polêmica, em meados de 1960 já defendia a idéia de retirar órgãos de pacientes mortos para serem reutilizados em transplantes o que causou seu banimento da residência médica. E agora os mais diversos tipos de transplantes estão aí, salvando milhares de vidas.
Após se aposentar, passou a se dedicar a suicídios assistidos para doentes terminais, pois acreditava que as pessoas tinham o direito de evitar uma morte sofrida e demorada com o auxílio de um médico assegurando uma morte tranqüila. Para tanto, criou uma máquina que era acionada pelo próprio paciente que injetava-lhe substâncias sedativas e paralisantes seguidas de uma droga para paralisar o coração.
NENHUM familiar dos pacientes mortos o processou, somente o Estado de Michigan (EUA). Após diversas absolvições, ele foi condenado e ficou preso por 8 anos. Faleceu em 2011.
O filme me fez pensar muito.



E me fez também relembrar a idéia central de um artigo do idolatrado (por mim) Contardo Caligaris (“Fé na Medicina”) publicado no jornal Folha de São Paulo dessa semana que é: “o que me impressiona, ..., é a facilidade com a qual a medicina é (sempre) chamada a regulamentar nossa vida”.
A humanidade sempre lutou (e ainda luta) para se libertar. Seja de dogmas religiosos, crenças infundadas, ou qualquer outra idéia que limite nossa tão almejada liberdade. Lutou pelo direito ao divórcio e luta pelo aborto. Porquê não lutar, ou pelo menos colocar em discussão, o direito de um paciente terminal escolher morrer?
Não digo qualquer doente, mas sim daquelas patologias cujo diagnóstico seja irreversível, cujos sintomas causem dor e sofrimento, cuja convivência torna-se mais penosa do que a própria morte.
Atualmente, toda decisão cabe à medicina. É impressionante como encaramos um médico como uma “entidade para a qual delegamos nossa incômoda liberdade moral”, ainda parafraseando Contardo Caligaris. Pois, sim, decidir morrer, em alguns casos, deveria fazer parte da nossa lista de “liberdades morais” que tornam-se incômodas quando nos exigem uma decisão desse porte e, de tão incômoda, acaba nos remetendo à “escolha” de obedecer um médico e não nossa verdadeira vontade.
Para aqueles que querem lutar pela vida até o fim, custe o que custar, ótimo! Isso também deve fazer parte do pacote de “liberdades morais” que todos devemos ter. Eu não quero se tiver certos tipos de doenças.
Nem vou entrar no mérito religioso da questão. Primeiro por não achar que religião tem a ver com isso e, segundo, por não me sentir lá muito confortável em seguir dogmas que eu nem sei se são verdades ou mentiras.
Discussões à parte, o filme é muito interessante e revela um médico muito diferente do monstro retratado pela mídia e um homem inteligentíssimo bem à frente do seu tempo.
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2 de março de 2012

Feminismo




Glória, glória, aleluia para aquelas camaradas que, nos idos de 60, queimaram seus sutiãs em praça pública e iniciaram o movimento feminista que deu à nós diversas prerrogativas até então somente masculinas.
Hoje nós, mulheres, temos os exatos mesmos direitos que um homem. Podemos trabalhar, votar, escolher com quem vamos casar, sair com as amigas, usar calça, dar opinião sobre as coisas, definir como vamos gastar nosso rico dinheirinho e muito mais.
Mas, para mim, o maior avanço foi, sem dúvida nenhuma, aquele referente à nossa vida amorosa.
Uma mulher, hoje em dia, pode EXPERIMENTAR. Pode ficar com quantos rapazes quiser. Pode beijar, amassar, dançar com ele, abraçar e até mesmo transar com ele quando der na telha. Podemos escolher com quem vamos nos casar!!!
Se considerarmos que há somente uns 40 anos atrás nossas mães rebolavam pra ficar sozinhas com nossos pais sem ninguém vigiando, estamos no céu, não?
Tudo ia muito bem até eu me deparar com uma entrevista do Fiuk, aquele rapaz simpático filho do Fábio Júnior que, na flor dos seus 20 e poucos anos, me fez pensar muito ao perguntar: “como um homem vai se apaixonar por uma bêbada que pega todo mundo na balada?”. Ao ler isso de um menino que deveria achar o máximo a quantidade de mulheres disponíveis existente hoje em dia, confesso que parei. E sou obrigada a dizer que concordo com ele.
Calma lá!!! Não sou moralista nem machista, longe disso. Mas na hora pensei que nem nós, mulheres (em sã consciência, claro), nos apaixonaríamos por um bêbado que pega todo mundo na balada. Pelo simples fato de que esse comportamento denota o quão babaca pode ser uma criatura.
Quem foi à uma balada recentemente pode confirmar que algumas ladies estão pegando pesado.
Penso que o maior problema não é a liberdade que as mulheres tem hoje em dia mas a forma como essa liberdade vem sendo usufruída. Ou vai me dizer que é bacana e bonito uma mulher beber até cair em uma boate, se esfregar em um homem para ter sua atenção, não se importar em ser tratada com desrespeito, não se importar em ser a terceira da noite a ser beijada pelo paquera, aceitar encontrar o paquera que ligou as 4 da manhã porque não ficou com ninguém, e diversas outras coisas que ocorrem hoje em dia.
Não estou dizendo que acho que devemos virar puritanas, mas a boate inteira não precisa ver você caindo de bêbada e nem seus 1258 amigos do Facebook precisam saber que você ficou com 3 rapazes na mesma noite. Afinal de contas, até pra fazer m... tem que ter glamour.
“Abafar” nossos bafos seria um convite à hipocrisia, podem me perguntar aqueles que me conhecem e sabem como eu detesto isso, mas como eu já disse em um post antigo, não dá pra ser verdadeiro a todo momento.
Enquanto tem gente aí toda “sincera” dando baixaria pra quem quiser ver (e falar), tem também gente dando “bafo” na miúda, aproveitando a vida do mesmo jeito, com mil histórias pra contar e o que é melhor: sem virar assunto no dia seguinte.
Sacou?
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